segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Cruz e Sousa será tema do Café Literário no Odylo nesta terça


O poeta Cruz e Souza será tema do programa Café Literário na edição de outubro, nesta terça-feira (30), às 18h30, no Centro de Criatividade Odylo Costa, filho, órgão da Secretaria de Estado da Cultura. A programação começa com a palestra “Cruz e Sousa, Poeta Escravo”, ministrada pela professora doutora da UnB, Margarida Patriota. Em seguida, ela autografa o livro “A Lenda de João, o assinalado”. A entrada é franca.
Na visão da autora, a atualidade de Cruz e Sousa é enorme, considerando que o Brasil vive um momento de implantação de cotas raciais nos empregos e universidades. “Foi o que eu fiz: inspirei-me na obra de Cruz e Sousa, bem como nos dados biográficos que dispomos sobre a pessoa deste e o trabalhei como um personagem de ficção, um personagem meu”, enfatiza a professora.
No centenário de nascimento de Cruz e Sousa, a professora apresenta um estudo de alto nível, trazendo obra e autor sob os mais diversos ângulos. Ela destaca, ainda, que o escritor sempre despertou o interesse dos estudiosos. “Há excelentes biografias sobre Cruz e Sousa, bastando citar as de Andrade Murici e Raimundo Magalhães Júnior, de primeiríssima qualidade”, destacou a professora.
Livro
Romancista de renome, a professora Margarida volta a surpreender ao escrever, com emoção e conhecimento, sobre Cruz e Sousa, um dos poetas mais singulares da literatura brasileira. Em seu novo, ela também enfrenta, com rara sensibilidade, as questões fundamentais que atormentaram o poeta tanto na vida quanto na obra: a pele negra numa sociedade racista, o desequilíbrio mental de sua mulher e a necessidade de reconhecimento artístico. Em muitos trechos, a lucidez da escrita provoca a mesma vertigem com que Cruz e Sousa impactava os leitores.
“Os personagens por ela criados são mais do que autênticos, são paradigmáticos”, escreveu Moacyr Scliar sobre a obra. No texto de apresentação, o cineasta e escritor Sylvio Back observou que, “com tônus de prosa poética, enleada pelos interstícios do onírico poemário de Cruz, assoma uma holografia incandescente, emotiva, livre de afetação e de vulgaridade. É o mito renovado, reencetado, e sempre nascituro de um Cruz e Sousa (“O Assinalado de casta espúria”) cujos versos conflagraram quase todos os nossos grandes poetas da primeira metade do século XX, como assevera Mário de Andrade”.
FONTE: JORNAL PEQUENO

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Pleonasmos Malandros


Há pleonasmos e pleonasmos. Alguns estão na cara. São tão visíveis quanto melancia pendurada no pescoço ou macaco em casa de louça. É o caso de subir pra cima, descer pra baixo, entrar pra dentro, sair pra fora, elo de ligação, habitat natural, países do mundo, conviver junto, surpresa inesperada.

A gente só os diz por gozação. Diz e fica esperando a resposta. Marotamente, morto de vontade de rir. Também pudera. Esses pleonasmos estão na cara. Só se pode subir pra cima, descer pra baixo, entrar pra dentro, sair pra fora. Todo elo liga. Todo habitat é natural. Todos os países são do mundo. Toda surpresa é inesperada.


O quarteto

Quatro palavras merecem atenção especial. Uma delas é ainda . Outra: continua . Mais outra: atrás . A última: manter .

Sozinhas, elas são inocentes como recém-nascidos. O problema é a companhia. Quando as danadinhas se juntam a maus elementos, é um deus nos acuda. Valha-nos, Senhor!


Ainda mais

O programa eleitoral ainda vai levar mais dois dias.

ainda dispensa o mais . E o mais não quer saber do ainda . Fique com um ou outro. Assim: O programa eleitoral ainda vai levar dois dias. O programa eleitoral vai levar mais dois dias.


Ainda continua

Serra, apesar das pesquisas, ainda continua esperançoso .

Feio, não? O continua dá idéia de continuidade. O aindatambém. Os dois juntos dão indigestão. Decida por um deles:Serra, apesar das pesquisas, continua esperançoso. Serra, apesar das pesquisas, ainda está esperançoso.


Manter o mesmo

No segundo turno, o candidato manteve a mesma equipe de jornalistas .

Cruz-credo! Manter só pode ser a mesma. Se não for a mesma, troque o verbo: No segundo turno, o candidato manteve a equipe de jornalistas.


Há...atrás

Conheci Dilma há dois anos atrás.

há indica tempo passado. O atrás também. Juntos, eles brigam. Causam o maior estrago na frase. Opte por um ou outro: Conheci Dilma há dois anos. Conheci Dilma dois anos atrás.

fonte: BLOG DA DAD

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Cecília Meireles, Manuel Bandeira e Mario Quintana ganham reedições


Há quem diga que bons livros se encontram em sebos. A lenda viria da crença de que um escritor, de tão procurado, faria com que os leitores tivessem que esperar para ler suas obras em segunda mão.
Pois três grandes poetas da literatura brasileira têm agora seus versos de volta às livrarias. Até 2014, as obras de Cecília Meireles, Manuel Bandeira e Mario Quintana ganham esperadas reedições.
A poesia de Cecília e de Bandeira foi sumindo das estantes desde o fim do contrato entre a Nova Fronteira e a agência literária que detém os direitos de publicação da dupla.
Acervo UH/Folhapress
A escritora Cecilia Meireles
A escritora Cecilia Meireles
Um acordo assinado com a Global deu origem a novos volumes do épico "Romanceiro da Inconfidência", publicado pela primeira vez por Cecília em 1953, e de seu intimista "Viagem", de 1939.
Bandeira retornou com as coletâneas de versos "Estrela da Manhã" (1936) e "Estrela da Tarde" (1960), além da autobiografia em prosa "Itinerário de Pasárgada" (1954).
De Quintana, há antologias consagradas como as da L&PM e da Nova Aguilar, portas de entrada para sua obra. Mas as reedições de seus títulos originais lançadas pela Editora Globo estão quase todas fora de catálogo.
A primeira fornada, sob o selo da Alfaguara, é composta pelos três primeiros livros lançados por ele em Porto Alegre: "A Rua dos Cataventos" (1940), "Canções" (1946) e "Sapato Florido" (1948).
Há ainda um título que fez sucesso três décadas depois, "Apontamentos de História Sobrenatural" (1976), parte da fase madura de Quintana.
Os três autores projetaram bases para a poesia brasileira do século 20, ainda que tenham permanecido distantes do ponto de vista estético.
"Bandeira também tinha temas regressivos, voltas ao mundo da infância, mas sua poesia expressa mais maturidade do que a de Quintana", aponta o crítico Luís Augusto Fischer, coautor da biografia "Mario Quintana - Uma Vida para a Poesia".
"Já Cecília Meireles, parece guardar certa solenidade, na retórica ou na abordagem dos temas, que Quintana não tinha", completa.
Distantes em origem e estilo, o trio expressou pela literatura a admiração mútua.
À Cecília, Quintana dedicou: "Senhora, eu vos amo tanto/ Que até por vosso marido/ Me dá um certo quebranto".
Ela, por sua vez, teceu uma poesia em que o menino Jesus pede à Sant'Ana que substitua as canções natalinas por poemas do colega gaúcho.
E sobre os versos de Cecília, Manuel Bandeira assim escreveu: "Tudo [é] bem assimilado e fundido numa técnica pessoal, segura de si e do que quer dizer".
fonte: DOUGLAS GAVRAS
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

domingo, 27 de novembro de 2011

Café Literário acontecerá nesta terça-feira, no Centro de Criatividade Odylo CostA, filho

Um espaço dedicado à literatura, com palestras, debates e viagens literárias. Assim é o projeto Café Literário, que acontece sempre na última terça-feira do mês, no Centro de Criatividade Odylo Costa, filho. Nesta terça (29), acontecerá a última edição do “Café” da programação de 2011. Os convidados são os escritores maranhenses José Ewerton Neto e Ronaldo Costa Fernandes, que apresentarão uma palestra com a temática do romance, às 18h30, na galeria Valdelino Cécio, no Centro de Criatividade.

Ao logo do ano foram nove edições de conversas entre autores maranhenses (poetas, romancistas, historiadores, literatos, pesquisadores), com um saldo mais que positivo, confirmando o programa no calendário cultural da cidade.

Alguns importantes nomes da literatura maranhense que participaram do Café Literário em 2011: Alberto Tavares Vieira da Silva e Joaquim Itapary, Andréa Daher, Laura Amélia Damous, Antonio Martins de Araújo, Regina Faria e Glória Correia e Ubiratan Teixeira.

Convidados
José Ewerton Neto, ocupante da Cadeira 11 da Academia Maranhense de Letras, natural da cidade de Guimarães (MA), morou no Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia. Formado em Engenharia Metalúrgica pela Universidade Federal Fluminense, no Rio de Janeiro, é Pós-Graduado em Letras e Literatura pela Faculdade Atenas Maranhense (FAMA), e em Jornalismo Cultural pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Na literatura atua como poeta, prosador e cronista maranhense. Seus livros foram premiados e publicados em diversos órgãos do Maranhão.

Ronaldo Costa Fernandes nasceu no Maranhão, morou no Rio de Janeiro, Brasília e na Venezuela, onde dirigiu o Centro de Estudos Brasileiros da Embaixada do Brasil. Doutor em Literatura pela Universidade de Brasília (UnB), foi vencedor no Prêmio de Poesia 2010, da Academia Brasileira de Letras com o livro "A Máquina das mãos". Também ganhou o prêmio Casas de Lãs Américas, com o romance "O Morto Solidário". Foi vencedor ainda no Prêmio Bolsa de Literatura pela Fundação Cultural do Distrito Federal (DF) com o livro "Terratreme".
FONTE: O Imparcial

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Feira do Livro de São Luís será aberta na próxima sexta na Maria Aragão

Estrutura da Feira do Livro está sendo montada na Praça Maria Aragão
No Espaço Cultural funcionará o Espaço do Livro, onde cerca de 60 estandes, com estrutura adequada e ambiente climatizado, reunirão editoras, livreiros e artesãos para exposição e venda de cerca de 70 mil títulos e produtos regionais.
“Adotamos um intenso ritmo de trabalho, que iniciou há vários meses, para que nenhum detalhe escape ao que foi planejado e para que possamos estar à altura das tradições literárias de São Luís”, garante o coordenador geral da Feira, José Maria Paixão.
O patrono e a poesia
Este ano, a Feira tem como patrono o poeta, cronista, jornalista e membro da Academia Maranhense de Letras (AML), José Chagas. Além do patrono, também serão homenageados o teatrólogo Aldo Leite, a professora Sônia Almeida, o cantor e compositor João do Vale e o professor e escritor Mário Meireles.
A escolha do patrono influenciou diretamente na escolha do tema “Poesia”, já que José Chagas reverencia bem, por meio de suas poesias, a nostalgia expressa nos casarões, mirantes, azulejos, pedras de cantaria e becos, levando o leitor à reflexão sobre o passado e a atual visão social, política, cultural e patrimonial da cidade.
Dessa forma, a campanha criada para este ano levará a frase “Dos mirantes da memória aos becos da saudade, São Luís, revela a tua poesia”, onde a proposta é convocar antigos e jovens poetas a perdurar a tradição literária da cidade.
“A ideia é trazer à tona a poesia tão bem representada pelos seus antigos poetas, que hoje anda esquecida pelos jovens desta cidade. É trazer de volta a nostalgia expressa em seus casarões, azulejos, pedras de cantaria e becos, para que continuem a inspirar novos poetas e para que, também, respirem a poesia que São Luís exala”, assegurou o presidente da Func, Euclides Moreira Neto.
Durante os dez dias, a programação contará com a realização de seminários, encontros, oficinas, cursos, rodas de conversa, lançamentos e relançamentos de livros, exibição de filmes e programação especial para o público infantil e juvenil acontecendo simultaneamente em espaços diferentes, no horário das 14h às 22h.
Os leitores de São Luís terão a oportunidade de visitar os estandes das mais conceituadas editoras e livrarias do Brasil durante a Feira do Livro. Além da maior oferta de títulos que estarão em exposição, o público poderá assistir a lançamentos e re-lançamentos de livros e bate-papos com os escritores. Entre as editoras que confirmaram presença estão: Senado Federal, Ática/Scipione, Barsa Planeta, Cortez Editora, Paulus, entre outras.
Escritora pernambucana é atração
A escritora pernambucana Luzilá Gonçalves Ferreira será uma das atrações da 5ª edição da Feira do Livro de São Luís. Ela participará do evento no dia 26 (sábado), às 18h, no Auditório José Chagas, em um bate-papo sobre a sua trajetória literária; e às 20h, na Casa do Escritor, relançando os livros Deixa ir meu povo (romance) e Pedaços (crônica).
Luzilá Ferreira descobriu a literatura por volta dos dez anos de idade. O mais curioso foi o que provocou essa descoberta: o sarampo. Doente, a mãe de Luzilá decidiu isolá-la das outras irmãs para que não houvesse transmissão da doença. Sozinha no quarto, deparou-se com os livros deixados pelo irmão mais velho, que havia se casado recentemente. “Comecei pelo Sofrimento do jovem Werther, de Goethe. E segui lendo outros clássicos da literatura que havia lá. Não entendia quase nada, mas, ainda assim, foi uma descoberta fascinante”, relembrou.
A partir daí, a jovem Luzilá passou a se questionar sobre o poder que a palavra possui. “Talvez venha desse questionamento minha vocação para o magistério”, destaca. Daí em diante, a escritora passou a se dedicar, ainda mais, aos estudos e às leituras. E, quando começou a escrever, o fez de forma tímida, como ainda hoje acontece. “Eu sempre tenho que ter algum motivo, seja uma conversa que ouço, um fato repentino, um perfume. Qualquer coisa que rompa com a rotina”, disse ela.
A escritora
Natural de Garanhuns, interior de Pernambuco, Luzilá é escritora, professora e doutora em Estudos Literários pela Universidade Paris 7. Publicou, no gênero de estudo das mulheres, "Em busca de Thargélia" (1992, 1996), "Suaves amazonas, mulheres e abolição no Nordeste" (1999), e duas biografias: "Lou Andrea Salomé: cinzas no jardim" (1982), e "Humana demasiado humana" (2000). Organizou e traduziu ao lado de Didie Lamaison o título "Poésie e La machine du monde" antologias de Carlos Drummond de Andrade (Gallimard, 1990, 2005) e "Dans la nuit véloce", de Ferreira Gullar (Ed. Carvalho, Paris, 2005). Publicou também: "Pedaços, crônicas" (pela editora Bagaço, 2010) e seis romances: "Muito além do corpo" (Scipione, 1987, Néctar 2008), "A garça mal ferida" (Lê, 1993, 2009), "Voltar a Palermo", (Rocco 2002), "No tempo frágil das horas" (Rocco, 2003), "Deixa ir meu povo" (Calibán, 2010).
FONTE; jp

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Escritor Mário Prata confirma participação na 5ª Feira do Livro de São Luís

Faltando pouco mais de dez dias para o início do maior e mais esperado evento literário do Maranhão, a Fundação Municipal de Cultura (Func), coordenadora da Feira do Livro de São Luís, já confirmou a participação do escritor mineiro Mário Prata, que estará no dia quatro de dezembro, às 18h30, no Auditório José Chagas, integrando a programação do evento.
Mário Prata ministrará uma palestra sobre os livros “O diário de um magro” e “O diário de um magro 2 - A volta ao SPA”, onde contará sua experiência frequentando um SPA por cerca de 15 anos. Sendo um magro assumido, ele revelará histórias e emoções que misturam aspectos psicológicos e físicos de pessoas que fazem de tudo pelo simples prazer de comer.
A palestra debaterá, também, questões relevantes da sociedade contemporânea, como os novos padrões de beleza, a busca pela boa forma, além dos valores que a sociedade adota como sendo normais. Tudo em um tom dinâmico e descontraído, como grande parte das obras produzidas pelo autor, onde sempre estão presentes o bom humor e a sensibilidade de uma literatura cheia de sabores.
O escritor
Mario Alberto Campos de Morais Prata é natural de Uberaba (MG), onde nasceu no dia 11 de fevereiro de 1946, mas foi criado em Lins, interior de São Paulo. Com dez anos de idade já escrevia crônicas. Nesse período, era o redator do jornalzinho de sua classe na escola. Sendo vizinho de frente do jornal A Gazeta de Lins, com 14 anos começou a escrever a coluna social com o pseudônimo de Franco Abbiazzi. Passou, com o tempo, a fazer de tudo no jornal, desde editoriais a reportagens esportivas e artigos de peso.
Lia tudo o que lhe caía nas mãos, em especial as famosas revistas da época "O Cruzeiro" e "Manchete", que traziam em suas páginas os melhores cronistas da época como Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, Henrique Pongetti, Rubem Braga, Millôr Fernandes e Stanislaw Ponte Preta. Em 1969, ingressa no curso de Economia na USP, onde inicia a sua carreira lançando o livro “O homem que morreu de rir”.
A partir de então, Prata vem obtendo sucesso com inúmeros livros, novelas, peças, roteiros, etc., tendo sido agraciado com diversos prêmios nacionais e internacionais. Escreveu, semanalmente, na revista "Época" e no jornal "O Estado de São Paulo" por vários anos.
A Feira
A Feira do Livro acontecerá, na Praça Maria Aragão, no período de 25 de novembro a 04 de dezembro. Esta 5ª edição tem como patrono o poeta, cronista, jornalista e membro da Academia Maranhense de Letras, José Chagas. Além do patrono, também serão homenageados mais quatro personalidades literárias e culturais do nosso estado: o teatrólogo Aldo Leite, a professora Sônia Almeida, o cantor e compositor João do Vale e o escritor Mário Meirelles.
Promovida pela Prefeitura de São Luís, por meio da Fundação Municipal de Cultura (Func), e co-realizada pelo Serviço Social do Comércio (SESC/MA), o evento conta com a parceria da Vale, Associação dos Livreiros do Estado do Maranhão (ALEM), Academia Maranhense de Letras (AML), Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), Secretaria Municipal de Educação (Semed) e Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão (IHGM).

domingo, 9 de outubro de 2011

Você conhece a origem destas expressões?

JURAR DE PÉS JUNTOS
Mãe, eu juro de pés juntos que não fui eu. A expressão surgiu através das 
torturas executadas pela Santa Inquisição, nas quais o acusado de heresias 
tinha as mãos e os pés amarrados (juntos) e era torturado pra dizer nada 
além da verdade. Até hoje o termo é usado pra expressar a veracidade de algo 
que uma pessoa diz. 

MOTORISTA BARBEIRO
Nossa, que cara mais barbeiro! No século XIX, os barbeiros faziam não 
somente os serviços de corte de cabelo e barba, mas também, tiravam dentes, 
cortavam calos, etc., e por não serem profissionais, seus serviços mal 
feitos geravam marcas. A partir daí, desde o século XV, todo serviço mal 
feito era atribuído ao barbeiro, pela expressão "coisa de barbeiro". Esse 
termo veio de Portugal, contudo a associação de "motorista barbeiro", ou 
seja, um mau motorista, é tipicamente brasileira.. 

TIRAR O CAVALO DA CHUVA
Pode ir tirando seu cavalinho da chuva porque não vou deixar você sair hoje! 
No século XIX, quando uma visita iria ser breve, ela deixava o cavalo ao 
relento em frente à casa do anfitrião e se fosse demorar, colocava o cavalo 
nos fundos da casa, em um lugar protegido da chuva e do sol. Contudo, o 
convidado só poderia pôr o animal protegido da chuva se o anfitrião 
percebesse que a visita estava boa e dissesse: "pode tirar o cavalo da 
chuva". Depois disso, a expressão passou a significar a desistência de 
alguma coisa. 

À BEÇA
O mesmo que abundantemente, com fartura, de maneira copiosa. A origem do 
dito é atribuída às qualidades de argumentador do jurista alagoano 
Gumercindo Bessa, advogado dos acreanos que não queriam que o Território do 
Acre fosse incorporado ao Estado do Amazonas. 

DAR COM OS BURROS N'ÁGUA: 
A expressão surgiu no período do Brasil colonial, onde tropeiros que 
escoavam a produção de ouro, cacau e café, precisavam ir da região Sul à 
Sudeste sobre burros e mulas. O fato era que muitas vezes esses burros, 
devido à falta de estradas adequadas, passavam por caminhos muito difíceis e 
regiões alagadas, onde os burros morriam afogados. Daí em diante o termo 
passou a ser usado pra se referir a alguém que faz um grande esforço pra 
conseguir algum feito e não consegue ter sucesso naquilo. 

GUARDAR A SETE CHAVES: 
No século XIII, os reis de Portugal adotavam um sistema de arquivamento de 
joias e documentos importantes da corte através de um baú que possuía quatro 
fechaduras, sendo que cada chave era distribuída a um alto funcionário do 
reino. Portanto eram apenas quatro chaves. O número sete passou a ser 
utilizado devido ao valor místico atribuído a ele, desde a época das 
religiões primitivas. A partir daí começou-se a utilizar o termo "guardar a 
sete chaves" pra designar algo muito bem guardado.. 

OK: 
A expressão inglesa "OK" (okay), que é mundialmente conhecida pra significar 
algo que está tudo bem, teve sua origem na Guerra da Secessão, no EUA. 
Durante a guerra, quando os soldados voltavam para as bases sem nenhuma 
morte entre a tropa, escreviam numa placa "0 killed" (nenhum morto), 
expressando sua grande satisfação, daí surgiu o termo "OK". 

ONDE JUDAS PERDEU AS BOTAS
Existe uma história não comprovada, de que após trair Jesus, Judas 
enforcou-se em uma árvore sem nada nos pés, já que havia posto o dinheiro 
que ganhou por entregar Jesus dentro de suas botas. Quando os soldados 
viram que Judas estava sem as botas, saíram em busca delas e do dinheiro da 
traição. Nunca ninguém ficou sabendo se acharam as botas de Judas. A partir 
daí surgiu à expressão, usada pra designar um lugar distante, desconhecido e 
inacessível. 

PENSANDO NA MORTE DA BEZERRA
A história mais aceitável para explicar a origem do termo é proveniente das 
tradições hebraicas, onde os bezerros eram sacrificados para Deus como forma 
de redenção de pecados. Um filho do rei Absalão tinha grande apego a uma 
bezerra que foi sacrificada. Assim, após o animal morrer, ele ficou se 
lamentando e pensando na morte da bezerra. Após alguns meses o garoto 
morreu. 

PARA INGLÊS VER
A expressão surgiu por volta de 1830, quando a Inglaterra exigiu que o 
Brasil aprovasse leis que impedissem o tráfico de escravos. No entanto, 
todos sabiam que essas leis não seriam cumpridas, assim, essas leis eram 
criadas apenas "pra inglês ver". Daí surgiu o termo. 

RASGAR SEDA
A expressão que é utilizada quando alguém elogia grandemente outra pessoa, 
surgiu através da peça de teatro do teatrólogo Luís Carlos Martins Pena. Na 
peça, um vendedor de tecidos usa o pretexto de sua profissão pra cortejar 
uma moça e começa a elogiar exageradamente sua beleza, até que a moça 
percebe a intenção do rapaz e diz: "Não rasgue a seda, que se esfiapa". 

O PIOR CEGO É O QUE NÃO QUER VER: 
Em 1647, em Nimes, na França, na universidade local, o doutor Vicent de Paul 
D`Argent fez o primeiro transplante de córnea em um aldeão de nome Angel. 
Foi um sucesso da medicina da época, menos pra Angel, que assim que passou a 
enxergar ficou horrorizado com o mundo que via. Disse que o mundo que ele 
imaginava era muito melhor. Pediu ao cirurgião que arrancasse seus olhos. O 
caso foi acabar no tribunal de Paris e no Vaticano. Angel ganhou a causa e 
entrou pra história como o cego que não quis ver. 

ANDA À TOA
Toa é a corda com que uma embarcação reboca a outra. Um navio que está à toa 
é o que não tem leme nem rumo, indo pra onde o navio que o reboca 
determinar. 

QUEM NÃO TEM CÃO, CAÇA COM GATO
Na verdade, a expressão, com o passar dos anos, se adulterou. Inicialmente 
se dizia quem não tem cão caça como gato, ou seja, se esgueirando, 
astutamente, traiçoeiramente, como fazem os gatos. 

DA PÁ VIRADA: 
A origem do ditado é em relação ao instrumento, a pá. Quando a pá está 
virada pra baixo, voltada pro solo, está inútil, abandonada decorrentemente 
pelo Homem vagabundo, irresponsável, parasita. 

NHENHENHÉM
Nheë, em tupi, quer dizer falar. Quando os portugueses chegaram ao Brasil, 
os indígenas não entendiam aquela falação estranha e diziam que os 
portugueses ficavam a dizer "nhen-nhen-nhen". 

VAI TOMAR BANHO: 
Em "Casa Grande & Senzala", Gilberto Freyre analisa os hábitos de higiene 
dos índios versus os do colonizador português. Depois das Cruzadas, como 
corolário dos contatos comerciais, o europeu se contagiou de sífilis e de 
outras doenças transmissíveis e desenvolveu medo ao banho e horror à nudez, 
o que muito agradou à Igreja. Ora, o índio não conhecia a sífilis e se 
lavava da cabeça aos pés nos banhos de rio, além de usar folhas de árvore 
pra limpar os bebês e lavar no rio as redes nas quais dormiam. Ora, o cheiro 
exalado pelo corpo dos portugueses, abafado em roupas que não eram trocadas 
com frequência e raramente lavadas, aliado à falta de banho, causava 
repugnância aos índios. Então os índios, quando estavam fartos de receber 
ordens dos portugueses, mandavam que fossem "tomar banho". 

ELES QUE SÃO BRANCOS QUE SE ENTENDAM
Esta foi das primeiras punições impostas aos racistas, ainda no século 
XVIII. Um mulato, capitão de regimento, teve uma discussão com um de seus 
comandados e queixou-se a seu superior, um oficial português... O capitão 
reivindicava a punição do soldado que o desrespeitara. Como resposta, ouviu 
do português a seguinte frase: "Vocês que são pardos, que se entendam". O 
oficial ficou indignado e recorreu à instância superior, na pessoa de dom 
Luís de Vasconcelos (1742-1807), 12° vice-rei do Brasil. Ao tomar 
conhecimento dos fatos, dom Luís mandou prender o oficial português que 
estranhou a atitude do vice-rei. Mas, dom Luís se explicou: Nós somos 
brancos, cá nos entendemos. 

A DAR COM O PAU 
O substantivo "pau" figura em várias expressões brasileiras. Esta expressão 
teve origem nos navios negreiros. Os negros capturados preferiam morrer 
durante a travessia e, pra isso, deixavam de comer. Então, criou-se o "pau 
de comer" que era atravessado na boca dos escravos e os marinheiros jogavam 
sapa e angu pro estômago dos infelizes, a dar com o pau. O povo incorporou a 
expressão. 

ÁGUA MOLE EM PEDRA DURA, TANTO BATE ATÉ QUE FURA: 
Um de seus primeiros registros literário foi feito pelo escritor latino 
Ovídio ( 43 a .C.-18 d.C), autor de célebres livros como "A arte de amar "e 
Metamorfoses", que foi exilado sem que soubesse o motivo. Escreveu o poeta: 
“A água mole cava a pedra dura". É tradição das culturas dos países em que a 
escrita não é muito difundida formar rimas nesse tipo de frase pra que sua 
memorização seja facilitada. Foi o que fizeram com o provérbio, portugueses 
e brasileiros.