domingo, 21 de abril de 2013

Caravana abeelina participa da 1ª Semana de literatura e arte em Lago da Pedra

Pronunciamento do Presidente da ABL na abertura do evento


Uma caravana formada pelos poetas Zezinho Casanova, presidente da instituição, Costa Filho, Morais Pessoa, Eliene Lopes e a poetisa pleiteante Cristina Baima, além da criança Dandara, filha de Casanova, estiveram presentes na noite de abertura da 1ª Semana de Literatura e Arte, promovida em parceria da Academia Lagopedrense de Letras e Artes – ALLA com a Casa de Cultura Josué Montelo, de São Luís. O evento teve como palco as instalações do Colégio São Francisco de Assis durante os dias 18, 19 e 20 de abril, versando sobre elementos da literatura local e estado-nacional, a exemplo de palestras, exposições, apresentações escolares e acadêmicas. A abertura teve como ponto alto, a mostra de “banners”, vida e obra do escritor maranhense Josué Montelo por servidores da CCJM, que em 2013 completa 30 anos de fundação e cujas comemorações vêm sendo feitas através de várias ações, dentre elas as exposições itinerantes em cidades maranhenses. 
Acadêmicos da ABL Morais Pessoa, Costa Filho, 
Zezinho Casanova e Eliene Lopes em pose
com João Gomes (ao centro),  residente da ALLA

O jovem presidente da ALLA, João Gomes, congratulou-se com os poetas bacabalenses e mostrou-se satisfeito com a realização de um evento de tão amplo calibre nos poucos meses de fundação da ALLA.  Em sua fala, o presidente da Academia Bacabalense de Letras parabenizou os confrades da academia anfitriã, louvando o incentivo do poder público em apoiar o evento, ressaltando a sinalização do atual governo municipal de Bacabal em apoiar as Letras bacabalenses. “Não pudemos ficar para os outros dias, apesar de ter hotel à disposição, via Federação das Academias de Letras do Maranhão-FALMA, em virtude de obrigações profissionais e em virtude de a ABL dever estar presente na sessão de sábado à noite no SESI/Bacabal para receber homenagem daquela instituição”, concluem os poetas abeelinos.

ABL garante sala no prédio da SEMUC



No último dia 17 de abril a Academia Bacabalense de Letras recebeu uma sala-sede no prédio da SEMUC-Secretaria Municipal de Cultura, no Centro Cultural da cidade. O fato se deu por ocasião das festividades dos 93 anos de Bacabal e é fruto do reconhecimento da importância da instituição literária para a cidade. Zezinho Casanova, presidente da instituição, ressalta que “é importante o comprometimento do poder público com a instituição de maior ícone das Letras na região, sendo a cessão da sala um grande passo para uma melhor consolidação das Letras em nosso meio, fortalecendo assim uma parceria entre a Academia de Letras e governo”.
Vice-Presidente à porta da nova sala-sede da ABL
 
 Para Costa Filho, vice-presidente: "É um espaço ainda pequeno, mas necessário ao funcionamento das reuniões da diretoria, bem como se torna o ponto de referência da ABL para outras academias e poetas da região”. Junto com a sala foi doado um birô e anunciados outros futuros benefícios e ações literárias pelos secretários de cultura e o de educação Waltersar Carneiro, um dos principiantes parceiros da instituição. De fato uma parceria entre a instituição literária e a SEMUC tem sido observada desde as primeiras reuniões do novo secretário José Clécio Silva com os setores da cultura local. 
Casanova e Costa Filho recebem a sala-ABL na SEMUC
A partir de então a ABL já teve atuação de destaque na peça teatral “Bacabal nos braços de artistas”, encenada no CEFRAN dia 13, com representatividade dos poetas Casanova, Costa Filho e Morais Pessoa e agora garante um espaço para seu funcionamento. Casanova esclarece que a ABL somará esforços no sentido de obter a cessão formal do espaço, garantindo-o em outros governos, tendo a ABL obtido apoio junto a vereadores no sentido da instituição pleitear do município um terreno para sua futura sede própria.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

VALORIZAÇÃO DO ARTISTA LOCAL



UMA CRÔNICA A PROPÓSITO DO NOVO NOME
 DA ESCOLA DE MÚSICA DE BACABAL
 por Costa Filho, artista da terra.


Fachada antiga do prédio da Escola de Música de Bacabal 
Na sessão da câmara de 03/04/2013, às portas das comemorações dos 93 anos de Bacabal, foi aprovado por unanimidade o projeto que muda o nome da escola de música do município, de “Francisco Padilha” para “Almir Garcês Assaí”. Em apoio ao movimento, referendado no maestro Víctor Emanuel e abraçado pela SEMUC, na pessoa do secretário José Clécio Silva, estavam integrantes da Banda Santa Cecília, artistas e populares a lotar a pequena cabine destinada ao povo.
A aprovação, anunciada, e apresentada que fora pela presidenta da Casa Regilda Santos foi comemorada com a tradicional sinfonia “parabéns a você”. Por sua vez, a imprensa, sempre junto e a serviço da notícia local, lá estava com seus holofotes a registrar o histórico momento de realização para uns e falácia de outros, em declarações que, embora de bocas diferentes, canalizavam-se a uma mesma satisfação: a justa homenagem concedida a Almir Garcês Assaí, nosso mais nobre e tradicional nome da música bacabalense.
De fato, a homenagem foi mais do que justa, valendo dizer, foi atrasadamente justa, a tirar pelos depoimentos de “realização” e “alma lavada” dos artistas musicais, e da fala dos nossos edis o “merecido reconhecimento”, sobretudo nesse período inicial de governo em que a aceitação popular se faz elemento fundamental e num momento de ânimos inflamados de nativismo e sentimento natalício acalorado pelo aniversário da cidade.
Vale lembrar que fato semelhante ocorreu com o “seu Assaí” em 2001, quando em sua fundação a Academia Bacabalense de Letras escolheu de modo também unânime o nome do nosso músico e cartorário como patrono da cadeira nº 7 em caráter vitalício, por considerá-lo uma figura das mais nobres e dignas de reconhecimento nos anais da história de nossa artística Bacabal.
Afora, porém, o mérito associado àqueles que de algum modo contribuíram para essa  louvação, este fato-homenagem não soa apenas pela sua relevância cultural, mas ecoa para reflexões mais profundas no cenário político-social bacabalense. Falo da real valorização dos nossos talentos; falo das homenagens arbitrárias ou meramente egopolíticas de órgãos ou logradouros públicos como escolas, praças, ruas, estádios, etc.; falo da postura de alguns dos nossos edis quando da aprovação de projetos na egrégia câmara municipal.
Ora, veja, é por demais conhecida entre nós a máxima de que “Bacabal é um celeiro de artistas”, mas nesse entrar e sair de governos a nossa história, sobretudo nas últimas gestões, apenas continuou sua caminhada para o esquecimento, numa negligência jamais vista.  Os “artistas da terra”, ainda que talentosos, parecem mesmo não ter ainda nenhum respaldo de público e aceitação popular diante de qualquer oferta vinda de fora. Quem já houve de escutar algum clamor público por shows ou apresentações de artistas locais? Vendo por esses dias uns comentários em blogues da cidade sobre a programação de aniversário de Bacabal, fiquei um tanto pasmo com a preferência forasteira, cara e de qualidade duvidosa requerida por muitos de nossos internautas e não lembro ter visto algum enfocando a cultura local.
É, parece que realmente, sobretudo entre nós, “santo de casa não faz milagres”, mas deveria fazê-lo, se a própria câmara, em sintonia com o executivo, começassem a olhar, propor e assistir com carinho e orgulho o talento do povo, que a eles creditou confiança, afinal, a cultura é uma demanda política que requer a implementação de políticas públicas em todo o setor.
Enquanto não se fizer pelo nosso ordeiro povo; enquanto desse mesmo povo se tiver vergonha de sua cultura, e o pior, enquanto se achar a cultura “importante” apenas nas falácias de ocasião, e, enquanto não se descer as escadarias da periferia desse povo, apoiando-o em sua aptidão e sonhos, nunca teremos público no nosso palco ou nunca riremos do texto teatral de Dalva Santos, ainda que se intitule “Pão com ovo e carne”. Também nunca haveremos de comprar os CDs de Perboire Ribeiro, Deyse Caroline, Marcos Maranhão e conhecer o estilo de Johnny Rock Blues, o “Raul Seixas” bacabalense; nunca interpretaremos o enredo de “Zuíla louca”, de Costa Filho, nem recitaremos a poesia de Casanova e as louvações de Raimundo Sérgio; nunca assistiremos a um sarau literário ou uma exposição das artes plásticas do Roberto Lago; nunca enfeitaremos a nossa casa com uma peça do artesão Urquiza ou Ejoão Martins; nunca dançaremos o compasso do Bumba-Boi Vencedor. E, para lembrar o nosso personagem em pauta, nunca cantaremos a composição de algum docente ou discente da Escola de Música Almir Garcês Assaí.
Para o nosso povo prosperar cultural e historicamente com mais brilho e evolução, necessário se faz que os poderes executivo e legislativo e irmanem, substanciando a cultura com ação e apoio permanentes, usando também o paletó cultural, o discurso da ação e a caneta do compromisso com as nossas artes, já que uma cidade em suas manifestações culturais releva a face dos que a governam.
Outro fato a que se refere esta crônica é a postura de alguns dos nossos edis, que, sendo representantes do povo, muitas vezes contraria a vontade desse mesmo povo, que nunca é consultado, nem dispõe duma “tribuna popular”. O que às vezes se pensa é que alguns ali estão apenas para aprovar leis do executivo, sem por vezes questioná-las em função da lógica da conveniência política. E foi isso que aconteceu em pleito passado quando o nome do então Secretário de Estado da Cultura Francisco Padilha foi indicado para nomear a nascente Escola de Música. Não que ele não tivesse seus méritos na instalação da escola musical, mas será que o mesmo fazia disso tanta questão? E apoiar uma cultura nos municípios não estaria no bojo de seus deveres? Pelo sim, pelo não, ele foi eleito, à revelia da consulta popular e em detrimento do questionamento em favor do músico, escrivão e cidadão bacabalense Garcês Assaí. Note-se que na então época já atuavam na Casa Legislativa alguns dos que hoje a compõem, mas na época não viram em Assaí a grande relevância cultural delegada de modo unânime na recente sessão do dia 3 de abril. E por que Assaí não fora indicado na época pelos mesmos vereadores que agora o reconheceram como “homenageado merecido”? Pura conveniência política que renega seus filhos mais tradicionais e que, ao contrário disso, deveriam ser defendidos e valorizados.
Tal reflexão alcança ainda o fato de os prédios ou logradouros públicos estarem à mercê da troca de seus nomes ou batizados por nomes que nada tem a ver com a área, mas pelo simples fato de ser um político ou parente dele. Ora, defendo, e não são poucos os que comigo concordam, que uma homenagem pública tramite pelo princípio do reconhecimento justo e comprovado e não pelo critério do marketing político e da lisonja. Assim sendo não há sentido justo ou democrático, por exemplo, nomear uma escola ou creche com o nome de alguém que não tenha deixado seu legado como professor, assim como nomear uma casa de saúde em favor de alguém que não um médico, enfermeiro ou similar, ou ainda dar nome de quem nunca foi atleta a uma arena esportiva.
Infelizmente tais práticas têm se tornado corriqueiras nas câmaras e bancadas políticas, não havendo ruas, escolas, pontes, praças, hospitais e até cidades inteiras que escapem das artimanhas egopolíticas de louvação a governadores, prefeitos, senadores, presidentes, padrinhos políticos e tantas outros títulos que terminam menosprezando os verdadeiros heróis do povo.
Esperamos que isso sirva de reflexão aos nossos representantes, posto que o povo não comunga, e de algum modo está atento a essas práticas abusivas e muitas vezes dissimuladas.
Por fim, que possamos, povo e governo, legisladores e artistas cantarmos juntos a canção do progresso histórico-cultural de nossa cidade, irmanando-se nesse processo de valorização e reconhecimento dos filhos de bacabal através dessa nova gestão que tem sinalizado seus ares de boa vontade em alavancar nossa cultura.
Resta-nos, como fez o próprio Garcês Assaí, seguir o caminho da canção, assentando no livro de nossa história a esperança de um dia ocupar o nosso devido lugar nessa terra de artistas.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Um Rio e alguns templos para as letras






 Por uma Academia Engajada na Cultura! 

É notável em nossa região o número de Academias de Letras, assim como também é notável a vocação para poesia e escrita que é remanescente entre os nossos: ABL - Academia Barra-Cordense de Letras; ABL - Academia Bacabalense de Letras; APL - Academia Pedreirense de Letras; AEL - Academia Esperantinopense de Letras e a ALL - Academia Lagopedrense de Letras. Eis algumas das oficinas de valorização e propagação da cultura do povo das cidades privilegiadas. Outrora, a finalidade destas instituições seria zelar por uma unidade nacional da língua, porém, agora a missão constituída é zelar pela expressão do povo enquanto identidade cultural e popular. Popular não no sentido contraditório ao erudito, mas, de legitimidade, e ainda de propiciar a elucidação do nosso pensamento, de sua imortalização através da escrita da história, dos anseios, dos amores, da devoção e da tradição do povo.

Trago este tema à tona, porque neste próximo final de semana serão realizadas as posses das diretorias de dois Sodalícios citados acima, na APL serão empossados:FILEMON KRAUSE, Presidente; SAMUEL BARRÊTO, Vice-presidente: JOAQUIM FILHO, 1ª Secretária; FLORISA LIMA, 2º Secretário; NONATO MATOS, 1º Tesoureiro; EDIVALDO SANTOS, 2º Tesoureiro; MOISÉS ABÍLIO, Diretor de Marketing e Cultura. Enquanto na Academia Bacabalense de Letras empossam-se os confrades: FRANCISCOJOSÉ DA SILVA, Presidente; JOÃO BATISTA DA COSTA FILHO, Vice-Presidente; RAIMUNDO LAÉRCIO DE OLIVEIRA, Secretária Geral; MARIA RAIMUNDA LOPES COSTA, 2ª Secretária; ELIENE LOPES DE SOUZA, 1º Tesoureiro; JACSON LAGO FERREIRA, 2ª Tesoureira; ALINE FREITAS PIAUILINO, responsável pela Biblioteca.

 Hoje o maior patrimônio intelectual de nosso povo é a língua. Ela é nosso DNA cultural que mantém viva as tradições com as raízes mais profundas em nossa comunidade. Por isso, se torna tão importante que exista uma entidade representativa das letras, para que seja a guardiã do pensamento e criatividade de cada Aldeia. Mas será que é assim mesmo que acontece? As Academias do interior do Maranhão são alvos de críticas, no entanto, estas deveriam se diferenciar àquelas que estão localizadas nos grandes centros, e não proporem-se a continuar a ser somente um templo aristocrático de cultura em torno de personalidades literárias. Não afirmaria que não possam existir personalidades literárias, até porque nos orgulha que o Maranhão possua muitas delas, desde os primórdios de sua História. Mas, que as Casas Literárias não se afastem de promover a cultura popular dos locais em que estão fincadas, a não ser por esporádicos eventos em que poucos são os acadêmicos que participam efetiva e ativamente.

Fico triste com alguns acontecimentos que envolvem o cotidiano de nossas Academias, e sobre os quais a maioria das vezes são poupados comentários por recalque ou mesmo tolhimento. Porém, não consigo deixar de citar quando percebo que existem pessoas ligadas às confrarias que somente estiveram no dia da posse, há meses, anos e até décadas atrás... Pessoas que não representam o engajamento precioso pelo qual se faz uma comunidade valorizadora da cultura e da arte em seusmuitos aspectos...

Vamos despir os fardões? E fazer militância literária nas ruas e praças... Vamos nos desmistificar das páginas dos livros publicados? Recitar, ensinar e palestrar nas escolas... Até quando vamos deixar que os quilômetros que nos separam da terra em que “ainda” fazemos parte de uma Academia, nos impeçam pelo menos de dar nossa contribuição intelectual e financeira a ela? Não, um enterro com a gala acadêmica não tornará uma vida imortal... Imortal é a história que deixamos pelos rastros de nossa própria escrita e ações em prol da instituição da qual fazemos parte!

E por falar em escrita... Vamos produzir escrita? Quer seja literária, poética, didática, científica... Porque como acadêmicos que somos, temos que nos envergonharmos caso estivéssemos estagnados ao título que recebemos de poeta ou escritor ou pesquisador, há tempos... E sem nunca provar a que viemos... Porém, antes de tudo isso, devemos ocupar os bancos vazios das nossas reuniões...

Não, o que era pra ser crônica, não passou a ser algo como “puxão de orelhas” literário... Ainda é crônica, e utilizando a beleza de significações de nossa “Flor do Lácio”, hoje tão inculta e felizmente popular, ainda porta voz da identidade tão regionalmente nossa, desejamos que essa crônica não cronifique um mal que não era pra ser crônico, que ela possa abrir janelas de mentes e assanhar disposições e assim quem sabe... Construirmos uma casa que acomode verdadeiramente os moldes de nossa cultura, geridas e formadas por pessoas comprometidas com a arte local.

Encerramos com as palavras do novo presidente eleito da Academia Bacabalense de Letras: "A Academia somos nós, é uma fotografia digital do povo de Bacabal, por isso merecemos o respeito das autoridades, somos a casa do artista da palavra, expressão maior de nossa cultura, uma academia é muito mais do que fardões sessões solenes enfadonhas e distantes da realidade da comunidade, vamos fazer uma gestão diferente, quase rebelde, colocar a academia nas ruas, praças, escolas, universidades, e fazer valer as idéias de nossos ancestrais literários..."

Ana Néres Pessoa Lima Góis

Um Rio e alguns templos para as letras






 Por uma Academia Engajada na Cultura! 

É notável em nossa região o número de Academias de Letras, assim como também é notável a vocação para poesia e escrita que é remanescente entre os nossos: ABL - Academia Barra-Cordense de Letras; ABL - Academia Bacabalense de Letras; APL - Academia Pedreirense de Letras; AEL - Academia Esperantinopense de Letras e a ALL - Academia Lagopedrense de Letras. Eis algumas das oficinas de valorização e propagação da cultura do povo das cidades privilegiadas. Outrora, a finalidade destas instituições seria zelar por uma unidade nacional da língua, porém, agora a missão constituída é zelar pela expressão do povo enquanto identidade cultural e popular. Popular não no sentido contraditório ao erudito, mas, de legitimidade, e ainda de propiciar a elucidação do nosso pensamento, de sua imortalização através da escrita da história, dos anseios, dos amores, da devoção e da tradição do povo.

Trago este tema à tona, porque neste próximo final de semana serão realizadas as posses das diretorias de dois Sodalícios citados acima, na APL serão empossados:FILEMON KRAUSE, Presidente; SAMUEL BARRÊTO, Vice-presidente: JOAQUIM FILHO, 1ª Secretária; FLORISA LIMA, 2º Secretário; NONATO MATOS, 1º Tesoureiro; EDIVALDO SANTOS, 2º Tesoureiro; MOISÉS ABÍLIO, Diretor de Marketing e Cultura. Enquanto na Academia Bacabalense de Letras empossam-se os confrades: FRANCISCOJOSÉ DA SILVA, Presidente; JOÃO BATISTA DA COSTA FILHO, Vice-Presidente; RAIMUNDO LAÉRCIO DE OLIVEIRA, Secretária Geral; MARIA RAIMUNDA LOPES COSTA, 2ª Secretária; ELIENE LOPES DE SOUZA, 1º Tesoureiro; JACSON LAGO FERREIRA, 2ª Tesoureira; ALINE FREITAS PIAUILINO, responsável pela Biblioteca.

 Hoje o maior patrimônio intelectual de nosso povo é a língua. Ela é nosso DNA cultural que mantém viva as tradições com as raízes mais profundas em nossa comunidade. Por isso, se torna tão importante que exista uma entidade representativa das letras, para que seja a guardiã do pensamento e criatividade de cada Aldeia. Mas será que é assim mesmo que acontece? As Academias do interior do Maranhão são alvos de críticas, no entanto, estas deveriam se diferenciar àquelas que estão localizadas nos grandes centros, e não proporem-se a continuar a ser somente um templo aristocrático de cultura em torno de personalidades literárias. Não afirmaria que não possam existir personalidades literárias, até porque nos orgulha que o Maranhão possua muitas delas, desde os primórdios de sua História. Mas, que as Casas Literárias não se afastem de promover a cultura popular dos locais em que estão fincadas, a não ser por esporádicos eventos em que poucos são os acadêmicos que participam efetiva e ativamente.

Fico triste com alguns acontecimentos que envolvem o cotidiano de nossas Academias, e sobre os quais a maioria das vezes são poupados comentários por recalque ou mesmo tolhimento. Porém, não consigo deixar de citar quando percebo que existem pessoas ligadas às confrarias que somente estiveram no dia da posse, há meses, anos e até décadas atrás... Pessoas que não representam o engajamento precioso pelo qual se faz uma comunidade valorizadora da cultura e da arte em seusmuitos aspectos...

Vamos despir os fardões? E fazer militância literária nas ruas e praças... Vamos nos desmistificar das páginas dos livros publicados? Recitar, ensinar e palestrar nas escolas... Até quando vamos deixar que os quilômetros que nos separam da terra em que “ainda” fazemos parte de uma Academia, nos impeçam pelo menos de dar nossa contribuição intelectual e financeira a ela? Não, um enterro com a gala acadêmica não tornará uma vida imortal... Imortal é a história que deixamos pelos rastros de nossa própria escrita e ações em prol da instituição da qual fazemos parte!

E por falar em escrita... Vamos produzir escrita? Quer seja literária, poética, didática, científica... Porque como acadêmicos que somos, temos que nos envergonharmos caso estivéssemos estagnados ao título que recebemos de poeta ou escritor ou pesquisador, há tempos... E sem nunca provar a que viemos... Porém, antes de tudo isso, devemos ocupar os bancos vazios das nossas reuniões...

Não, o que era pra ser crônica, não passou a ser algo como “puxão de orelhas” literário... Ainda é crônica, e utilizando a beleza de significações de nossa “Flor do Lácio”, hoje tão inculta e felizmente popular, ainda porta voz da identidade tão regionalmente nossa, desejamos que essa crônica não cronifique um mal que não era pra ser crônico, que ela possa abrir janelas de mentes e assanhar disposições e assim quem sabe... Construirmos uma casa que acomode verdadeiramente os moldes de nossa cultura, geridas e formadas por pessoas comprometidas com a arte local.

Encerramos com as palavras do novo presidente eleito da Academia Bacabalense de Letras: "A Academia somos nós, é uma fotografia digital do povo de Bacabal, por isso merecemos o respeito das autoridades, somos a casa do artista da palavra, expressão maior de nossa cultura, uma academia é muito mais do que fardões sessões solenes enfadonhas e distantes da realidade da comunidade, vamos fazer uma gestão diferente, quase rebelde, colocar a academia nas ruas, praças, escolas, universidades, e fazer valer as idéias de nossos ancestrais literários..."

Ana Néres Pessoa Lima Góis

domingo, 17 de março de 2013

ACADEMIA BACABALENSE DE LETRAS ELEGE NOVA EQUIPE GESTORA



A Academia Bacabalense de Letras, elegeu sua nova diretoria dia 16(sábado) na Escola de música de Bacabal. O evento ocorreu em clima de muita descontração poética  a comissão eleitoral conduziu os trabalhos com muita alegria, a maioria dos acadêmicos votaram garantido a eleição da chapa ARTE& EXPRESSÃO LITERÁRIA: PORQUE O TEMPO PASSA E A ABL CONTINUA.
Liderada pelo acadêmico Zezinho Casanova, a nova diretoria pretende dar continuidade ao trabalho iniciados pelo antigos presidentes da casa e aproximar a Academia de outras instituições ligadas à literatura.
Veja abaixo como ficou  formada a nova diretoria da ABL:
COMPOSIÇÃO DA CHAPA

NOME 
CADEIRA
CARGO/FUNÇÃO
Francisco José da Silva
1
Presidente
João Batista da Costa Filho
2
Vice-Presidente
Raimundo Laércio de Oliveira
12
Secretário Geral
Maria Raimunda Lopes Costa
19
2º Secretário
Eliene Lopes de Souza
6
1º Tesoureiro
Jacson Lago Ferreira
14
2º Tesoureiro
Aline Freitas Piauilino
09
Responsável pela biblioteca


CONSELHO FISCAL

Em consonância com o regimento Interno das Eleições 2013, os componentes do Conselho Fiscal foram aqueles eleitos entre todos os membros constantes da lista de votação, exceto os da chapa da diretoria, ficando formando pelo seguentes acadêmicos.
TITULARES: Iraide Martina
                     Raimundo Sérgio de Oliveira
                     Liduína Tavares
SUPLENTES: Rosário Serra
                      Claudio Cavalcante
                      Geziel
O grande desafio da nova gestão será promover a reaproximação da academia com Universidade, escolas, faculdades e outras instituições literárias,a estratégia para alcançar as metas será a divisão de tarefas valorizando todos os acadêmicos  para que as atividades não fiquem centralizadas nas mãos de poucas pessoas. O incentivo à análise litreária através de trabalhos científicos abrirão novos caminhos para valorização da produção literária bacabalense.
A posse da nova diretoria está marcada para o dia 23 de março(sábado) em Sessão Pública alusiva ao 12º aniversário da ABL, o evento realiza-se-á na escola de música do município localizada à rua  Oswaldo Cruz, S/Nº - Centro. O presidente eleito Zezinho Casanova afirmou que  "a academia somos  nós, é um fotografia digital do povo de Bacabal, por isso merecemos o respeito das autoridades, somos a casa do artista da palavra, expressão maior de nossa cultura, uma academia é muito mais do que fardões sessões solenes enfadonhas e distantes da realidade da comunidade, vamos fazer uma gestão diferente, quase rebelde, colacar a academia nas ruas, praças , escolas e universidades, e fazer valer as idéias de nossos ancestrais literários..." conclui Casanova com olhar sonhador.
SERVIÇO: SESSÃO SOLENE DA ABL
ONDE: Escola de música de Bacabal
QUANDO: 23 de Março (sábado)
TRAJE: Sport fino
HORAS: 19:00H

FONTE: Assessoria da Comunicação da Academia de Letras de Bacabal

ACADEMIA BACABALENSE DE LETRAS ELEGE NOVA EQUIPE GESTORA



A Academia Bacabalense de Letras, elegeu sua nova diretoria dia 16(sábado) na Escola de música de Bacabal. O evento ocorreu em clima de muita descontração poética  a comissão eleitoral conduziu os trabalhos com muita alegria, a maioria dos acadêmicos votaram garantido a eleição da chapa ARTE& EXPRESSÃO LITERÁRIA: PORQUE O TEMPO PASSA E A ABL CONTINUA.
Liderada pelo acadêmico Zezinho Casanova, a nova diretoria pretende dar continuidade ao trabalho iniciados pelo antigos presidentes da casa e aproximar a Academia de outras instituições ligadas à literatura.
Veja abaixo como ficou  formada a nova diretoria da ABL:
COMPOSIÇÃO DA CHAPA

NOME 
CADEIRA
CARGO/FUNÇÃO
Francisco José da Silva
1
Presidente
João Batista da Costa Filho
2
Vice-Presidente
Raimundo Laércio de Oliveira
12
Secretário Geral
Maria Raimunda Lopes Costa
19
2º Secretário
Eliene Lopes de Souza
6
1º Tesoureiro
Jacson Lago Ferreira
14
2º Tesoureiro
Aline Freitas Piauilino
09
Responsável pela biblioteca


CONSELHO FISCAL

Em consonância com o regimento Interno das Eleições 2013, os componentes do Conselho Fiscal foram aqueles eleitos entre todos os membros constantes da lista de votação, exceto os da chapa da diretoria, ficando formando pelo seguentes acadêmicos.
TITULARES: Iraide Martina
                     Raimundo Sérgio de Oliveira
                     Liduína Tavares
SUPLENTES: Rosário Serra
                      Claudio Cavalcante
                      Geziel
O grande desafio da nova gestão será promover a reaproximação da academia com Universidade, escolas, faculdades e outras instituições literárias,a estratégia para alcançar as metas será a divisão de tarefas valorizando todos os acadêmicos  para que as atividades não fiquem centralizadas nas mãos de poucas pessoas. O incentivo à análise litreária através de trabalhos científicos abrirão novos caminhos para valorização da produção literária bacabalense.
A posse da nova diretoria está marcada para o dia 23 de março(sábado) em Sessão Pública alusiva ao 12º aniversário da ABL, o evento realiza-se-á na escola de música do município localizada à rua  Oswaldo Cruz, S/Nº - Centro. O presidente eleito Zezinho Casanova afirmou que  "a academia somos  nós, é um fotografia digital do povo de Bacabal, por isso merecemos o respeito das autoridades, somos a casa do artista da palavra, expressão maior de nossa cultura, uma academia é muito mais do que fardões sessões solenes enfadonhas e distantes da realidade da comunidade, vamos fazer uma gestão diferente, quase rebelde, colacar a academia nas ruas, praças , escolas e universidades, e fazer valer as idéias de nossos ancestrais literários..." conclui Casanova com olhar sonhador.
SERVIÇO: SESSÃO SOLENE DA ABL
ONDE: Escola de música de Bacabal
QUANDO: 23 de Março (sábado)
TRAJE: Sport fino
HORAS: 19:00H

FONTE: Assessoria da Comunicação da Academia de Letras de Bacabal