domingo, 9 de outubro de 2011

Você conhece a origem destas expressões?

JURAR DE PÉS JUNTOS
Mãe, eu juro de pés juntos que não fui eu. A expressão surgiu através das 
torturas executadas pela Santa Inquisição, nas quais o acusado de heresias 
tinha as mãos e os pés amarrados (juntos) e era torturado pra dizer nada 
além da verdade. Até hoje o termo é usado pra expressar a veracidade de algo 
que uma pessoa diz. 

MOTORISTA BARBEIRO
Nossa, que cara mais barbeiro! No século XIX, os barbeiros faziam não 
somente os serviços de corte de cabelo e barba, mas também, tiravam dentes, 
cortavam calos, etc., e por não serem profissionais, seus serviços mal 
feitos geravam marcas. A partir daí, desde o século XV, todo serviço mal 
feito era atribuído ao barbeiro, pela expressão "coisa de barbeiro". Esse 
termo veio de Portugal, contudo a associação de "motorista barbeiro", ou 
seja, um mau motorista, é tipicamente brasileira.. 

TIRAR O CAVALO DA CHUVA
Pode ir tirando seu cavalinho da chuva porque não vou deixar você sair hoje! 
No século XIX, quando uma visita iria ser breve, ela deixava o cavalo ao 
relento em frente à casa do anfitrião e se fosse demorar, colocava o cavalo 
nos fundos da casa, em um lugar protegido da chuva e do sol. Contudo, o 
convidado só poderia pôr o animal protegido da chuva se o anfitrião 
percebesse que a visita estava boa e dissesse: "pode tirar o cavalo da 
chuva". Depois disso, a expressão passou a significar a desistência de 
alguma coisa. 

À BEÇA
O mesmo que abundantemente, com fartura, de maneira copiosa. A origem do 
dito é atribuída às qualidades de argumentador do jurista alagoano 
Gumercindo Bessa, advogado dos acreanos que não queriam que o Território do 
Acre fosse incorporado ao Estado do Amazonas. 

DAR COM OS BURROS N'ÁGUA: 
A expressão surgiu no período do Brasil colonial, onde tropeiros que 
escoavam a produção de ouro, cacau e café, precisavam ir da região Sul à 
Sudeste sobre burros e mulas. O fato era que muitas vezes esses burros, 
devido à falta de estradas adequadas, passavam por caminhos muito difíceis e 
regiões alagadas, onde os burros morriam afogados. Daí em diante o termo 
passou a ser usado pra se referir a alguém que faz um grande esforço pra 
conseguir algum feito e não consegue ter sucesso naquilo. 

GUARDAR A SETE CHAVES: 
No século XIII, os reis de Portugal adotavam um sistema de arquivamento de 
joias e documentos importantes da corte através de um baú que possuía quatro 
fechaduras, sendo que cada chave era distribuída a um alto funcionário do 
reino. Portanto eram apenas quatro chaves. O número sete passou a ser 
utilizado devido ao valor místico atribuído a ele, desde a época das 
religiões primitivas. A partir daí começou-se a utilizar o termo "guardar a 
sete chaves" pra designar algo muito bem guardado.. 

OK: 
A expressão inglesa "OK" (okay), que é mundialmente conhecida pra significar 
algo que está tudo bem, teve sua origem na Guerra da Secessão, no EUA. 
Durante a guerra, quando os soldados voltavam para as bases sem nenhuma 
morte entre a tropa, escreviam numa placa "0 killed" (nenhum morto), 
expressando sua grande satisfação, daí surgiu o termo "OK". 

ONDE JUDAS PERDEU AS BOTAS
Existe uma história não comprovada, de que após trair Jesus, Judas 
enforcou-se em uma árvore sem nada nos pés, já que havia posto o dinheiro 
que ganhou por entregar Jesus dentro de suas botas. Quando os soldados 
viram que Judas estava sem as botas, saíram em busca delas e do dinheiro da 
traição. Nunca ninguém ficou sabendo se acharam as botas de Judas. A partir 
daí surgiu à expressão, usada pra designar um lugar distante, desconhecido e 
inacessível. 

PENSANDO NA MORTE DA BEZERRA
A história mais aceitável para explicar a origem do termo é proveniente das 
tradições hebraicas, onde os bezerros eram sacrificados para Deus como forma 
de redenção de pecados. Um filho do rei Absalão tinha grande apego a uma 
bezerra que foi sacrificada. Assim, após o animal morrer, ele ficou se 
lamentando e pensando na morte da bezerra. Após alguns meses o garoto 
morreu. 

PARA INGLÊS VER
A expressão surgiu por volta de 1830, quando a Inglaterra exigiu que o 
Brasil aprovasse leis que impedissem o tráfico de escravos. No entanto, 
todos sabiam que essas leis não seriam cumpridas, assim, essas leis eram 
criadas apenas "pra inglês ver". Daí surgiu o termo. 

RASGAR SEDA
A expressão que é utilizada quando alguém elogia grandemente outra pessoa, 
surgiu através da peça de teatro do teatrólogo Luís Carlos Martins Pena. Na 
peça, um vendedor de tecidos usa o pretexto de sua profissão pra cortejar 
uma moça e começa a elogiar exageradamente sua beleza, até que a moça 
percebe a intenção do rapaz e diz: "Não rasgue a seda, que se esfiapa". 

O PIOR CEGO É O QUE NÃO QUER VER: 
Em 1647, em Nimes, na França, na universidade local, o doutor Vicent de Paul 
D`Argent fez o primeiro transplante de córnea em um aldeão de nome Angel. 
Foi um sucesso da medicina da época, menos pra Angel, que assim que passou a 
enxergar ficou horrorizado com o mundo que via. Disse que o mundo que ele 
imaginava era muito melhor. Pediu ao cirurgião que arrancasse seus olhos. O 
caso foi acabar no tribunal de Paris e no Vaticano. Angel ganhou a causa e 
entrou pra história como o cego que não quis ver. 

ANDA À TOA
Toa é a corda com que uma embarcação reboca a outra. Um navio que está à toa 
é o que não tem leme nem rumo, indo pra onde o navio que o reboca 
determinar. 

QUEM NÃO TEM CÃO, CAÇA COM GATO
Na verdade, a expressão, com o passar dos anos, se adulterou. Inicialmente 
se dizia quem não tem cão caça como gato, ou seja, se esgueirando, 
astutamente, traiçoeiramente, como fazem os gatos. 

DA PÁ VIRADA: 
A origem do ditado é em relação ao instrumento, a pá. Quando a pá está 
virada pra baixo, voltada pro solo, está inútil, abandonada decorrentemente 
pelo Homem vagabundo, irresponsável, parasita. 

NHENHENHÉM
Nheë, em tupi, quer dizer falar. Quando os portugueses chegaram ao Brasil, 
os indígenas não entendiam aquela falação estranha e diziam que os 
portugueses ficavam a dizer "nhen-nhen-nhen". 

VAI TOMAR BANHO: 
Em "Casa Grande & Senzala", Gilberto Freyre analisa os hábitos de higiene 
dos índios versus os do colonizador português. Depois das Cruzadas, como 
corolário dos contatos comerciais, o europeu se contagiou de sífilis e de 
outras doenças transmissíveis e desenvolveu medo ao banho e horror à nudez, 
o que muito agradou à Igreja. Ora, o índio não conhecia a sífilis e se 
lavava da cabeça aos pés nos banhos de rio, além de usar folhas de árvore 
pra limpar os bebês e lavar no rio as redes nas quais dormiam. Ora, o cheiro 
exalado pelo corpo dos portugueses, abafado em roupas que não eram trocadas 
com frequência e raramente lavadas, aliado à falta de banho, causava 
repugnância aos índios. Então os índios, quando estavam fartos de receber 
ordens dos portugueses, mandavam que fossem "tomar banho". 

ELES QUE SÃO BRANCOS QUE SE ENTENDAM
Esta foi das primeiras punições impostas aos racistas, ainda no século 
XVIII. Um mulato, capitão de regimento, teve uma discussão com um de seus 
comandados e queixou-se a seu superior, um oficial português... O capitão 
reivindicava a punição do soldado que o desrespeitara. Como resposta, ouviu 
do português a seguinte frase: "Vocês que são pardos, que se entendam". O 
oficial ficou indignado e recorreu à instância superior, na pessoa de dom 
Luís de Vasconcelos (1742-1807), 12° vice-rei do Brasil. Ao tomar 
conhecimento dos fatos, dom Luís mandou prender o oficial português que 
estranhou a atitude do vice-rei. Mas, dom Luís se explicou: Nós somos 
brancos, cá nos entendemos. 

A DAR COM O PAU 
O substantivo "pau" figura em várias expressões brasileiras. Esta expressão 
teve origem nos navios negreiros. Os negros capturados preferiam morrer 
durante a travessia e, pra isso, deixavam de comer. Então, criou-se o "pau 
de comer" que era atravessado na boca dos escravos e os marinheiros jogavam 
sapa e angu pro estômago dos infelizes, a dar com o pau. O povo incorporou a 
expressão. 

ÁGUA MOLE EM PEDRA DURA, TANTO BATE ATÉ QUE FURA: 
Um de seus primeiros registros literário foi feito pelo escritor latino 
Ovídio ( 43 a .C.-18 d.C), autor de célebres livros como "A arte de amar "e 
Metamorfoses", que foi exilado sem que soubesse o motivo. Escreveu o poeta: 
“A água mole cava a pedra dura". É tradição das culturas dos países em que a 
escrita não é muito difundida formar rimas nesse tipo de frase pra que sua 
memorização seja facilitada. Foi o que fizeram com o provérbio, portugueses 
e brasileiros.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Café Literário de setembro terá palestra de historiadoras

Duas historiadoras da Universidade Federal do Maranhão (Ufma) estarão à frente dos debates do Café Literário deste mês, que será realizado, nesta terça-feira (27), 18h30, na Galeria Valdelino Cécio, Centro de Criatividade Odylo Costa Filho (Centro Histórico da Praia Grande, próximo ao estacionamento), em São Luís.
O Café Literário é promovido pelo Centro de Criatividade, órgão da Secretaria de Estado de Cultura (Secma). A programação que acontece uma vez ao mês, é aberta ao público. Gira em torno de um tema discutido por literatos, artista, jornalistas, pesquisadores acadêmicos, entre outros.
A primeira palestra de terça-feira é “Mulheres Pobres: representações literárias”, com a historiadora Maria da Glória Correia, doutora em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF). A professora, Regina Martins de Faria, doutora em História pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), fala, em seguida, sobre “Sujeito Escravizado”.
Glória Correia pesquisa a mulher quanto ao gênero, à dimensão étnico-racial de mulheres negras, brancas, escravas, pobres, etc. Tem como base empírica pesquisas em fontes históricas do século XIX ao século XX. O objetivo dela é fomentar o debate e a reflexão envolvendo desigualdade e violência. Ela é autora do livro “Nos Fios da Trama: Quem é essa mulher?”.
Regina de Faria é coordenadora do grupo de pesquisa Sociedade, Memória e Poder. Tem artigos publicados em coletâneas, eventos científicos e revistas nacionais. Organizou com Antônio Torres Montenegro, o livro Memória de Professores.
“Analisei a visão da elite letrada do Maranhão, acerca dos sujeitos escravizados e de seus possíveis substitutos, no processo de transição do trabalho escravo para o trabalho livre: os imigrantes (principalmente o europeu), os índios e os livres pobres nacionais”, explicou Regina Faria.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Um inimigo chamado Língua Portuguesa

Um bom currículo pode ser o passaporte para se conseguir o tão sonhado emprego, mas conhecer bem a língua portuguesa, com toda a certeza, tem um peso ainda maior. Afinal, é inaceitável relatórios e projetos escritos com erros gramaticais. 
Foto: Reprodução internet
Atualização é uma maneira de dominar o Português | Foto: Reprodução internet
Para o professor Amauri Franco, do Centro de Estudos Guerra de Moraes, existem várias explicações para a falta de intimidade com o português. "O principal motivo é o hábito da leitura não ser tão estimulado na fase pós-alfabetização. O segundo é a maneira como é ensinado nas escolas, que é muito voltado para a classificação das palavras, ou análise sintática de termos, associada à disseminação de regras de flexão de palavras, sem que tais conceitos sejam aplicados aos contextos textuais", revela.
Segundo o especialista, o que acaba acontecendo no ensino é incentivar o 'decoreba' de conceitos maçantes, que dificultam a percepção de sua importância prática para a comunicação diária.
"É preciso levar em conta também que as gerações contemporâneas vivem em um estágio tecnológico em que a comunicabilidade deve ser muito rápida e prática, principalmente dos modernos meios eletrônicos e digitais, como o Facebook, Twitter ou mesmo a produção de cartas eletrônicas (e-mail)", afirma Amauri Franco.
A professora do Instituto IOB, Clodonea Ferreira, reforça esta posição. "O sistema educacional, cada vez mais nivelando por baixo, fez com que o aluno perdesse a referência culta da língua", garante.
Articulação
Amauri Franco  lembra que  é preciso saber diferenciar os níveis de linguagem, adequando ao contexto em que se está. " No mundo empresarial, exige-se a linguagem formal, não apenas por questões de elegância, mas pela necessidade de compreensão clara da mensagem por todos os envolvidos. O candidato  que não souber aspectos fundamentais da Língua Portuguesa, principalmente nos tópicos de concordância, regência, flexão verbal e colocação pronominal, terá dificuldade ", garante.
Segundo os dois professores existem algumas regras que podem ajudar bastante, tanto para quem está procurando emprego como para quem já está empregado.
" A necessidade de expor com clareza as ideias exige que a pessoa tenha um bom conhecimento da Língua Portuguesa. Devido ao desconhecimento, frequentemente o indivíduo revela-se incapaz de uma boa comunicação seja falando ou escrevendo. Em um ambiente de trabalho, sobressai-se aquele que for bem articulado. Por isso, evite falar muito. Procure ser objetivo e conciso em suas respostas. Jamais empregue uma palavra sem ter segurança quanto ao significado e à pronúncia", diz Clodonea Ferreira.
Outra dica vem do professor Amauri Franco." Primeiramente estudar a Língua, com ajuda de gramáticas e cursos especializados, além de relacionar-se com pessoas cultas e assistir a bons filmes e documentários", finaliza.

domingo, 28 de agosto de 2011

Raimundo Correia é o homenageado do Café Literário

Foto: Divulgaçãoampliar

Raimundo Correia é o homenageado do Café Literário
  A edição do Café Literário, promovido pela Secretaria de Estado da Cultura (Secma), por meio do Centro de Criatividade Odylo Costa, filho, nesta terça-feira (30), a partir das 18h30, traz na programação a palestra “A poética de Raimundo Correia”, ministrada pelo professor filólogo doutor Antonio Martins de Araújo (foto), pelos 100 anos do falecimento do poeta maranhense Raimundo Correia.
Martins de Araújo é doutor em Letras Vernáculas (Literatura Brasileira) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e professor aposentado de língua portuguesa da mesma instituição. Atualmente, é considerado a maior autoridade na obra de Arthur Azevedo. Membro da Academia Brasileira de Filologia (ABF) e da Academia Maranhense de Letras (AML), reside na cidade do Rio de Janeiro e é ministrante em cursos de mestrado no Brasil e no exterior.
A mediação da palestra ficará por conta do professor e escritor graduado em Letras pela Universidade Federal do Maranhão e Pós-graduado em Literatura Brasileira pela PUC-MG, José Néres Costa. A diretora do Centro de Criatividade Odylo Costa, filho, Ceres Costa Fernandes, ressalta que o Café Literário serve para fomentar a preservação e a discussão sobre a poesia maranhense. “O Café é aberto à comunidade intelectual, estudantes, leitores e simpatizantes da produção cultural e poética maranhense, suscitando a descoberta de nossos escritores e a preservação de tão vasta e boa obra”, afirmou.
O Café Literário é realizado, sempre, na última terça feira de cada mês. O Centro de Criatividade Odylo Costa, filho é sediado na Rua Rampa do Comércio n° 200, Praia Grande.
As informações são da Secretaria de Estado da Cultura.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Alunos da rede estadual participam de palestra com escritor Laurentino Gomes

Foto: Divulgaçãoampliar

Alunos da rede estadual participam de palestra com escritor Laurentino Gomes
SÃO LUÍS - Alunos e gestores de 13 escolas da rede estadual de ensino, localizadas em São Luís, participaram, na manhã desta terça-feira (23), no auditório do Centro de Convenções Pedro Neiva de Santana, de uma palestra com o escritor Laurentino Gomes. O evento faz parte da programação do VII Festival Geia de Literatura, sediado em São José de Ribamar, e que pela primeira vez tem uma extensão de suas atividades em São Luís.
O momento literário abrigou uma grande platéia que pode se deleitar com uma explanação sobre a construção de um país “com uma história completamente diferente e bela” – como definiu o autor em breves palavras a historicidade do país.
Laurentino Gomes comentou as suas obras através de pontos históricos que utilizou na construção das peças literárias: 1808 e 1822. No primeiro livro, o escritor explica por meio de fatos descritos pela história, como uma rainha com problemas mentais, um príncipe contestado e tido como medroso, e uma corte corrupta enganaram de forma magistral, Napoleão Bonaparte e mudaram a história de Portugal e do Brasil. Na segunda obra, o foco é centrado em três personagens que ajudaram D. Pedro I a criar o Brasil, dentre eles a Princesa Isabel. “O Brasil é um país com uma história muita rica e diferente dos demais países. É necessário que venhamos a estudar a nossa história no sentido de buscar elementos que ilumine o passado para entendermos o nosso presente, e assim, venhamos a construir o futuro.
Uma sociedade que não estuda a sua história não constrói o seu futuro”, comentou o escritor.De acordo com os alunos, espaços como esses são importantes para a construção de uma sociedade crítica e voltada para a resolução de questões que envolvem o povo brasileiro. “Esses espaços nos permitem perceber que uma nova sociedade vem se construindo. Estamos em um novo momento, no qual fóruns como esses vêm acontecendo no intuito de construir uma sociedade mais crítica e esclarecida”, afirmou Ana Amélia, aluna da CE Edison Lobão (Cegel).
Para a secretária-adjunta de Ensino da Seduc, Graça Tajra, a promoção de eventos com essa temática é de grande importância, pois fomenta nos alunos a descoberta da literatura e o gosto pela leitura. “Esse momento é imprescindível na vida social, escolar e acadêmica de toda sociedade. É muito significativa a elaboração e execução de eventos com essa magnitude, que proporciona ao público uma maior interatividade com os autores brasileiros. Por essa razão, estamos oportunizando aos nossos alunos momentos como esses que possibilitam uma interação com o escritor, que transcreve suas obras de acordo com a linguagem dos jovens”, afirmou.
Festival Geia de Literatura
A sétima edição do Festival Geia de Literatura vai acontecer, a partir desta quarta-feira (24) e se estende até sexta-feira (26), reunindo intelectuais, escritores, romancistas, cronistas e poetas, em contato direto com a população do município de São José de Ribamar. Durante o evento, o público vai participar de palestras, feira de livros e oficinas literárias, valorizando a cultura e a tradição literária maranhense.
Este ano, estarão na programação do festival: a Gincana Geia do Conhecimento; o III Desafio de Literatura, a II Olimpíada de Matemática, o II Concurso Professor Pesquisador e o I Prêmio Geia de Monografia.
As informações são da Secom do Estado.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Expressões Curiosas na Língua Portuguesa.

EXPRESSÕES CURIOSAS

  JURAR DE PÉS JUNTOS:
Mãe, eu juro de pés juntos que não fui eu.A expressão surgiu através das torturas executadas pela Santa Inquisição, nas quais o acusado de heresias tinha as mãos e os pés amarrados (juntos) e era torturado pra dizer nada além da verdade. Até hoje o termo é usado pra expressar a veracidade de algo que uma pessoa diz.

MOTORISTA BARBEIRO :

Nossa, que cara mais barbeiro!No século XIX, os barbeiros faziam não somente os serviços de corte de cabelo e barba, mas também, tiravam dentes, cortavam calos, etc, e por não serem profissionais, seus serviços mal feitos geravam marcas. A partir daí, desde o século XV, todo serviço mal feito era atribuído ao barbeiro, pela expressão "coisa de barbeiro". Esse termo veio de Portugal, contudo a associação de "motorista barbeiro", ou seja, um mau motorista, é tipicamente brasileira..

TIRAR O CAVALO DA CHUVA:

Pode ir tirando seu cavalinho da chuva porque não vou deixar você sair hoje!No século XIX, quando uma visita iria ser breve, ela deixava o cavalo ao relento em frente à casa do anfitrião e se fosse demorar, colocava o cavalo nos fundos da casa, em um lugar protegido da chuva e do sol. Contudo, o convidado só poderia pôr o animal protegido da chuva se o anfitrião percebesse que a visita estava boa e dissesse: "pode tirar o cavalo da chuva". Depois disso, a expressão passou a significar a desistência de alguma coisa.

À BEÇA :
O mesmo que abundantemente, com fartura, de maneira copiosa. A origem do dito é atribuída às qualidades de argumentador do jurista alagoano Gumercindo Bessa, advogado dos acreanos que não queriam que o Território do Acre fosse incorporado ao Estado do Amazonas.

DAR COM OS BURROS N ' ÁGUA :

A expressão surgiu no período do Brasil colonial, onde tropeiros que escoavam a produção de ouro, cacau e café, precisavam ir da região Sul à Sudeste sobre burros e mulas. O fato era que muitas vezes esses burros, devido à falta de estradas adequadas, passavam por caminhos muito difíceis e regiões alagadas, onde os burros morriam afogados. Daí em diante o termo passou a ser usado pra se referir a alguém que faz um grande esforço pra conseguir algum feito e não consegue ter sucesso naquilo.

GUARDAR A SETE CHAVES:

No século XIII, os reis de Portugal adotavam um sistema de arquivamento de jóias e documentos importantes da corte através de um baú que possuía quatro fechaduras, sendo que cada chave era distribuída a um alto funcionário do reino.Portanto eram apenas quatro chaves. O número sete passou a ser utilizado devido ao valor místico atribuído a ele, desde a época das religiões primitivas. A partir daí começou-se a utilizar o termo "guardar a sete chaves" pra designar algo muito bem guardado..
 
OK:  
A expressão inglesa "OK" (okay), que é mundialmente conhecida pra significar algo que está tudo bem, teve sua origem na Guerra da Secessão, no EUA. Durante a guerra, quando os soldados voltavam para as bases sem nenhuma morte entre a tropa, escreviam numa placa "0 killed" (nenhum morto), expressando sua grande satisfação, daí surgiu o termo "OK".

ONDE JUDAS PERDEU AS BOTAS :

Existe uma história não comprovada, de que após trair Jesus, Judas enforcou-se em uma árvore sem nada nos pés, já que havia posto o dinheiro que ganhou por entregar Jesus dentro de suas botas. Quando os soldados viram que Judas estava sem as botas, saíram em busca delas e do dinheiro da traição. Nunca ninguém ficou sabendo se acharam as botas de Judas. A partir daí surgiu à expressão, usada pra designar um lugar distante, desconhecido e inacessível.

PENSANDO NA MORTE DA BEZERRA :

A história mais aceitável para explicar a origem do termo é proveniente das tradições hebraicas, onde os bezerros eram sacrificados para Deus como forma de redenção de pecados. Um filho do rei Absalão tinha grande apego a uma bezerra que foi sacrificada. Assim, após o animal morrer, ele ficou se lamentando e pensando na morte da bezerra. Após alguns meses o garoto morreu.

PARA INGLÊS VER:

A expressão surgiu por volta de 1830, quando a Inglaterra exigiu que o Brasil aprovasse leis que impedissem o tráfico de escravos. No entanto, todos sabiam que essas leis não seriam cumpridas, assim, essas leis eram criadas apenas "pra inglês ver". Daí surgiu o termo.

RASGAR SEDA :

A expressão que é utilizada quando alguém elogia grandemente outra pessoa, surgiu através da peça de teatro do teatrólogo Luís Carlos Martins Pena. Na peça, um vendedor de tecidos usa o pretexto de sua profissão pra cortejar uma moça e começa a elogiar exageradamente sua beleza, até que a moça percebe a intenção do rapaz e diz: "Não rasgue a seda, que se esfiapa".

O PIOR CEGO É O QUE NÃO QUER VER :  

Em 1647, em Nimes, na França, na universidade local, o doutor Vicent de Paul D`Argent fez o primeiro transplante de córnea em um aldeão de nome Angel. Foi um sucesso da medicina da época, menos pra Angel, que assim que passou a enxergar ficou horrorizado com o mundo que via. Disse que o mundo que ele imaginava era muito melhor. Pediu ao cirurgião que arrancasse seus olhos. O caso foi acabar no tribunal de Paris e no Vaticano. Angel ganhou a causa e entrou pra história como o cego que não quis ver.

ANDA À TOA:

Toa é a corda com que uma embarcação reboca a outra. Um navio que está à toa é o que não tem leme nem rumo, indo pra onde o navio que o reboca determinar.

QUEM NÃO TEM CÃO, CAÇA COM GATO :

Na verdade, a expressão, com o passar dos anos, se adulterou. Inicialmente se dizia quem não tem cão caça como gato, ou seja, se esgueirando, astutamente, traiçoeiramente, como fazem os gatos.

DA PÁ VIRADA:

A origem do ditado é em relação ao instrumento, a pá. Quando a pá está virada pra baixo, voltada pro solo, está inútil, abandonada decorrentemente pelo Homem vagabundo, irresponsável, parasita.

NHENHENHÉM :  

Nheë, em tupi, quer dizer falar. Quando os portugueses chegaram ao Brasil, os indìgenas não entendiam aquela falação estranha e diziam que os portugueses ficavam a dizer "nhen-nhen-nhen".

VAI TOMAR BANHO :  

Em "Casa Grande & Senzala", Gilberto Freyre analisa os hábitos de higiene dos índios versus os do colonizador português. Depois das Cruzadas, como corolário dos contatos comerciais, o europeu se contagiou de sífilis e de outras doenças transmissíveis e desenvolveu medo ao banho e horror à nudez, o que muito agradou à Igreja. Ora, o índio não conhecia a sífilis e se lavava da cabeça aos pés nos banhos de rio, além de usar folhas de árvore pra limpar os bebês e lavar no rio as redes nas quais dormiam. Ora, o cheiro exalado pelo corpo dos portugueses, abafado em roupas que não eram trocadas com freqüência e raramente lavadas, aliado à falta de banho, causava repugnância aos índios. Então os índios, quando estavam fartos de receber ordens dos portugueses, mandavam que fossem "tomar banho".

ELES QUE SÃO BRANCOS QUE SE ENTENDAM :

Esta foi das primeiras punições impostas aos racistas, ainda no século XVIII. Um mulato, capitão de regimento, teve uma discussão com um de seus comandados e queixou-se a seu superior, um oficial português.. O capitão reivindicava a punição do soldado que o desrespeitara. Como resposta, ouviu do português a seguinte frase: "Vocês que são pardos, que se entendam". O oficial ficou indignado e recorreu à instância superior, na pessoa de dom Luís de Vasconcelos (1742-1807), 12° vice-rei do Brasil. Ao tomar conhecimento dos fatos, dom Luís mandou prender o oficial português que estranhou a atitude do vice-rei. Mas, dom Luís se explicou: Nós somos brancos, cá nos entendemos.

A DAR COM O PAU :
O substantivo "pau" figura em várias expressões brasileiras. Esta expressão teve origem nos navios negreiros. Os negros capturados preferiam morrer durante a travessia e, pra isso, deixavam de comer. Então, criou-se o "pau de comer" que era atravessado na boca dos escravos e os marinheiros jogavam sopa e angu pro estômago dos infelizes, a dar com o pau. O povo incorporou a expressão.

ÁGUA MOLE EM PEDRA DURA, TANTO BATE ATÉ QUE FUR
A:

Um de seus primeiros registros literário foi feito pelo escritor latino Ovídio ( 43 a .C.-18 d.C), autor de célebres livros como "A arte de amar "e "Metamorfoses", que foi exilado sem que soubesse o motivo. Escreveu o poeta: "A água mole cava a pedra dura". É tradição das culturas dos países em que a escrita não é muito difundida formar rimas nesse tipo de frase pra que sua memorização seja facilitada. Foi o que fizeram com o provérbio, portugueses e brasileiros

domingo, 14 de agosto de 2011

Abertas as inscrições para concurso literário de São Luís até o dia 31

A Prefeitura de São Luís, por meio da Fundação Municipal de Cultura (Func), informa que as inscrições para a 34ª edição do Concurso Literário e Artístico “Cidade de São Luís” estão abertas até o dia 31 de agosto.
A participação é gratuita e aberta a escritores, jornalistas, intelectuais, estudantes e pesquisadores maranhenses, maiores de 18 anos, que apresentem trabalhos originais, dirigidos ao público infanto-juvenil ou adulto.
As inscrições serão feitas na Func e na Casa dos Blocos Tradicionais, de segunda a quinta-feira, das 14h às 18h, mediante entrega de trabalhos com o devido preenchimento da ficha de inscrição.

Para cada trabalho inscrito, o concorrente deverá apresentar três vias e anexar um envelope pequeno lacrado contendo, na parte interna, o nome da obra e os dados pessoais do autor (nome, endereço, RG, e CPF) para identificação após julgamento.
FONTE: JP